... que hoje, 22 de fevereiro de 2006, às 16:30 horas, nasceu Laura, com 3,600Kg e 50,5cm de altura,
cabeluda (morena de cabelos castanhos arruivados), uma lua, linda, indefinível,
maravilhosa, indescritível. E não é nada chorona. Mais: fica calminha quando eu
canto a música atualmente favorita dela: Meu
coração, não sei por quê, bate feliz quando te vê... É que eu
canto isso pra ela há 9 meses, entre outras, e tinha dado o
maior Ibope fetal. Mas dentro de 3 dias ela vai mudar de opinião, eu acho,
quando eu cantar com violão e tudo: Laura,
is a face in the misty light...
Meu coração não resistiria se eu tivesse de chorar duas vezes na
vida como chorei hoje quando a enfermeira botou a Pacotinha nos meus
braços. Se eu fosse capaz de descrever minha emoção com palavras seria prêmio Nobel
de literatura. Dou só uma medida: precisei andar pelos corredores do hospital
explicando aos olhares pasmos:
-- Não é de tristeza, não.
-- Ah, bom...
Então queria falar de viva voz com todos os parentes e amigos,
porém não sabia como se faz uma ligação interurbana. Não lembrava. Tentei 190, depois
911, mas esse primeiro é da Polícia (e não era um caso de polícia) e o segundo
não existe (foi o que disse a telefonista, mas acho que era mentira, pois eu já
vi esse número nos filmes).
Se bem que hoje eu não quero lembrar mesmo de nada: Laura chegou e
há uma estrela a menos no céu.
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